Introdução
Os Samurais são ainda hoje admirados
pelas suas façanhas guerreiras, eram uma casta guerreira completamente
engrandecida pelos seus actos heróicos, e pelo seu desprezo pela vida sem
honra.
Os Samurais existiram
durante quase 8 séculos (século VIII ao XV), ocupando o mais alto status social
a quando da existência do governo militar nipónico denominado Shogunato. Eram
pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro.
Esperava-se dos Samurais que eles não fossem analfabetos e que
fossem cultos até um nível básico, e ao longo do tempo, durante a era Tokugawa
(também chamada de período Edo), eles foram perdendo gradualmente a sua
utilidade militar.
Miyamoto Musashi
O mais famoso samurai de todos os tempos Miyamoto Musashi, (‹{–{ •‘ ) (1584-1645), conhecido como o mais
famoso Samurai de todos os tempos, viveu no Japao em um dos mais conturbados
momentos de sua historia. Nasceu numa familia samurai e desde a sua infancia se
dedicou ao aprimoramento por meio da arte da espada, o Kenjutsu. Atraves da
experiencia de combate aperfeicoou seu proprio estilo, que chamou de Niten Ichi
Ryu.
Tal preocupação com o espírito que ajudou as artes do Samurai a se
salvar da sua extinção na Restauração Meiji (época em que os samurais viraram
burocratas a serviço do governo). O Kobudo, como são conhecidos os estilos de
combate criados pelos samurais ainda é praticado até nossos dias.
Uma armadura típica dos samurais era composta por diversos
detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o
clã e a classe do samurai.
A
Sociedade Japonesa, durante o período do xogunato, abaixo dos nobres, dos
senhores feudais e dos grandes líderes militares, dividia-se em 4 classes
principais: samurais, lavradores, artesãos e mercadores. Os samurais, a classe
dos guerreiros, que compreendia cerca de 3 a 8 por cento do total da população,
destacava-se como casta por poder portar armas legalmente, as quais eram
proibidas às outras pessoas; a eles, samurais, aos quais cabia a
responsabilidade de manter a ordem, elas eram permitidas.
Nas famílias dos samurais, a monogamia
tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o
direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia),
pertencente à mesma classe ou de casta inferior.
Comandavam também a
cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão
de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe
samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e
lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e
confucionismo.
Humildade e aceitar o que o destino te
determinou. O Bushido é mais importante do que riqueza e notoriedade, o Samurai
leva a sua vida de acordo com ele, sem desperdiçar tempo à caça de fama e
fortuna. Obediência e lealdade ao Daimiyo é o único meio de que o Samurai
precisa.
Os Samurais são ainda hoje admirados
pelas suas façanhas guerreiras, eram uma casta guerreira completamente
engrandecida pelos seus actos heróicos, e pelo seu desprezo pela vida sem
honra.
Nesse sentido são muito apreciados por
todos os homens e mulheres das artes marciais, que tentam saber mais sobre estes
guerreiros do passado tentando adaptar o seu código á vida actual, orientando a
sua vida para que os valores então defendidos façam parte do nosso quotidiano.
Este documento foi realizado para
tentar elucidar todos os entusiastas da cultura samurai e da forma de vida que
socialmente estes guerreiros assumiam no seu tempo.
Todo o artigo é realizado com a
pesquisa nas várias fontes bibliográficas, e que parecem consensuais entre
todos os autores. È desta forma um artigo de pesquisa que pretende aglomerar
num só documento todos os aspectos que relacionam as vivencias dos samurais e
da cultura japonesa desses tempos.
È um facto que o código de conduta que
os samurais seguiam (Bushido) foi realizado por homens, mas seguia na sua
essência, o conceito Budista zen que estava a varrer toda a sociedade Japonesa,
influenciada pelos seus vizinhos chineses que desenvolviam a prática religiosa
do taoismo e do budismo, principalmente nos grandes templos.
O Bushido segundo
alguns autores foi uma adaptação do Budismo zen á cultura da guerra e da total
obediência a um amo, possibilitando dessa forma a criação de um código de honra
que desenvolvesse nestes homens um grande sentido de honra como propósito de
servir, com total lealdade e empenho, o Imperador.
Os
Samurais
Os Samurais existiram
durante quase 8 séculos (século VIII ao XV), ocupando o mais alto status social
a quando da existência do governo militar nipónico denominado Shogunato. Eram
pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro.
O samurai era uma
pessoa muito orgulhosa, tanto que se o seu nome fosse desonrado ele executaria
o seppuku, pois no seu código de ética era preferível morrer com honra a viver
sem a mesma.
Seppuku, era um
suicídio honrado de um samurai, em que usava um tanto (faca) e com ela enfiava
no estômago e puxava para cima cortando tudo o que tinha por dentro. Uma morte
dolorosa e orgulhosa.
Inicialmente, os
samurais eram apenas colectores de impostos e servidores civis do império. Era
preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir
contra a vontade dos camponeses.
Posteriormente, por
volta do século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou
uma série de novas funções, como a de militar. Nessa época, qualquer cidadão
podia tornar-se um samurai, bastando para isso adestrar-se no Kobudo (artes
marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser
contratado por um senhor feudal.
Assim foi até o xogunato dos Tokugawa,
iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ser uma casta. Assim, o
título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho.
O samurai mais famoso
de todos os tempos foi Miyamoto Musashi, um guerreiro que veio do campo,
participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de
aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Edo (Actual Tokyo) e venceu o
grande Sasaki Kojiro, outro grande samurai.
No fim da era dos
Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos daimyo, com
as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji,
no final do século XIX, a classe dos samurais foi abolida e foi estabelecido um
exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai, chamado
Bushido, ainda sobrevive, no entanto, na actual sociedade japonesa, tal como
muitos outros aspectos do seu estilo de vida.
Os Samurais, como
classe social, deixaram de existir em 1868, com a restauração Meiji, quando o
imperador retomou o poder do país. O seu legado continua até aos nossos dias,
influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente.
Nomenclatura
O nome "samurai" significa,
em japonês, "aquele que serve". Portanto, a sua maior função era
servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Em troca disso recebiam
privilégios terras e/ou pagamentos, que geralmente eram efectuados em arroz,
numa medida denominada koku (200 litros).
Um termo mais apropriado para Samurai
é bushi (武士)
(significando literalmente "guerreiro ou homem de armas") que era
usado durante o período Edo. No entanto, o termo "Samurai" refere-se
normalmente à nobreza guerreira e não por exemplo à infantaria alistada. Um
samurai sem ligações a um clã ou daimyō era chamado de ronin (literalmente
"homem-onda"). Os Ronin são também samurais que largaram a sua honra
ou aqueles que não cumpriram com o seppuku, que significa dividir a barriga, de
forma a repor a honra do seu clã ou família. Os Samurais ao serviço do han eram
chamados de hanshi.
Esperava-se dos Samurais que eles não fossem analfabetos e que
fossem cultos até um nível básico, e ao longo do tempo, durante a era Tokugawa
(também chamada de período Edo), eles foram perdendo gradualmente a sua
utilidade militar.
Tal relação de suserania e vassalagem era muito semelhante à da
Europa medieval, entre os senhores feudais e os seus cavaleiros. Entretanto, o
que mais difere o samurai de quaisquer outros dos guerreiros da antiguidade é a
sua forma de encarar a vida e o seu peculiar código de honra e ética.
Quando se tornavam um bushi (guerreiro samurai), o cidadão e sua
família ganhavam o privilégio do sobrenome. Além disso, os samurais tinham o
direito (e o dever) de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado
"daishô": um verdadeiro símbolo samurai. Era composto por uma espada
curta (wakizashi), cuja a lâmina tinha aproximadamente 40 cm, e uma grande
(katana), com lâmina de 60 cm.
Todos os samurais dominavam o manejo do arco e flechas. Alguns
usavam também bastões, lanças e outras armas como a foice e corrente
(kusarigama) e jutte.
Eram chamados de ronin os samurais desempregados: aqueles que
ainda não tinham um daimyo para servir ou quando o senhor dos mesmos morria ou
era destituído do cargo.
Os samurais obedeciam a um código de honra não escrito denominado
Bushido (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam
demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação.
Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o
nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros
prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo,
até da própria vida.
A morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua
existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-aceitação em campos de
batalha, o que veio a tornar o samurai, segundo segundo alguns estudiosos, o
mais letal de todos os guerreiros da antiguidade.
Talvez o que mais fascine os ocidentais no estudo desses lendários
guerreiros é a determinação que eles tinham em frequentemente escolher a
própria morte ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por
outra falha, a honra exigia o
suicídio em um ritual denominado
harakiri ou seppuku. Todavia, a morte não podia ser rápido ou indolor. O
samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen, cortando a
região central do corpo, e terminava por puxar a lâmina para cima, o que
provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas. Apesar disso o
samurai devia demonstrar total autocontrolo diante das testemunhas que
assistiam ao ritual. No entanto, dispunham de um assistente neste momento, que
deceparia a sua cabeça ao menor sinal de fraqueza para que sua honra fosse
igualmente preservada. Normalmente eram escolhidas pessoas próximas
(familiares, amigos) da pessoa que estava a cometer o suppuku para ajudar como
assistente. Tal "cargo" era considerado de grande honra.
A morte, nos campos de batalha, quase
sempre era acompanhada de decapitação. A cabeça do derrotado era como um
troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns
samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra,
para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes
generais eram recompensados pelos seus daimyo, que lhe davam terras e mais
privilégios.
Ao tomar conhecimento desses fatos, os
ocidentais geralmente avaliavam os samurais apenas como sendo guerreiros rudes
e de hábitos grosseiros, o que não é verdade. Os samurais destacaram-se também
pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles
sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte
obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e
escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e
a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam
a mente e as mãos do samurai.
O caminho espiritual
também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam.
Nessa busca os samurais descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia
à calma e à harmonia.
Os samurais eram guerreiros que davam muita importancia ao seu
clan (familia) por isso se algum membro da familia do samurai morresse por
assassinato, ele teria que matar o assassino para assim reconquistar sua honra.
"Se voce conhece o inimigo e conhece a si mesmo, nao precisa
temer o resultado de cem batalhas. Se voce se conhece mas nao conhece o
inimigo, para cada vitoria, sofrera uma derrota. Se voce nao conhece nem o
inimigo nem a si mesmo, perdera todas as batalhas..." - A Arte da Guerra,
Sun Tzu - Sun Tzu era chines, e nao tem qualquer relacao com os samurais.
"Para ser considerado guerreiro, e preciso aprender a aceitar
a propria morte de forma corajosa e natural." - O Livro dos Cinco Aneis,
Miyamoto Musashi
O mais famoso samurai de todos os tempos Miyamoto Musashi, (‹{–{ •‘ ) (1584-1645), conhecido como o mais
famoso Samurai de todos os tempos, viveu no Japao em um dos mais conturbados
momentos de sua historia. Nasceu numa familia samurai e desde a sua infancia se
dedicou ao aprimoramento por meio da arte da espada, o Kenjutsu. Atraves da
experiencia de combate aperfeicoou seu proprio estilo, que chamou de Niten Ichi
Ryu.
Em toda a sua vida, Musashi Sensei, como e chamado pelos alunos do seu
estilo, defrontou-se com alguns dos mais habeis guerreiros da sua epoca. No
total foram mais de 60 embates. Nunca foi derrotado, duelo apos duelo, oponente
apos oponente, foi aperfeicoando o seu estilo, famoso pelo uso de duas espadas
em simultaneo.
As artes marciais dos samurais
Se numa classe guerreira qualquer há preocupação com o treino
militar, imagine para os samurais! Através das artes marciais, era fortalecida
tanto a sua técnica quanto o seu espírito. Mais do que acertar um alvo com sua
flecha ou cortar algo com sua espada, um samurai sempre visava refinar o seu
espírito, com a autodisciplina e o autocontrole, para assim estar sempre
preparado para as situações mais adversas possíveis.
Tal preocupação com o espírito que ajudou as artes do Samurai a se
salvar da sua extinção na Restauração Meiji (época em que os samurais viraram
burocratas a serviço do governo). O Kobudo, como são conhecidos os estilos de
combate criados pelos samurais ainda é praticado até nossos dias.
O Kobudo
envolve uma grande gama de armas diferente e técnicas, como o Kenjutsu [arte de
combater com espadas, Iaijutsu (arte de desembainhar a espada em combate)],
Naginatajutsu (luta com alabarda), Sojutsu ou Yarijutsu (arte da lança),
Jojutsu e Bojutsu (arte do bastão) e Jiujitsu (luta desarmada).
A maioria destas artes teve versões modernizadas (Gendai Budo) no
século XX, como o Kendo, Iaido, Jodo e Judo por exemplo. Tanto o Kobudo como o
Gendai Budo são praticados hoje em dia, muitas vezes complementando-se.
Armadura
Uma armadura típica dos samurais era composta por diversos
detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o
clã e a classe do samurai.
As usadas para batalhas a cavalos, chegavam a pesar
até quarenta quilos. Suneate: Duas lâminas verticais presas na canela por
juntas ou correntes.
Haidate: Protector de coxas, com a parte inferior
sobreposta de lâminas de metal ou couro.
Yugate: Luvas feitas de couro.
Kotê:
São as mangas que protegiam os antebraços e punhos, poderiam ser feitas de
diversos materiais, como tecido, couro ou lâminas de metal.
Dô: Protector para
o abdómen.
Kusazuri: Um tipo de saia feita de lâminas de metal presas a um
cinto de couro e amarradas no Dó, servia para proteger o quadril e as coxas.
Uwa-obi: Cinto feito de linho e algodâo que amarrava o Dô.
Sode: Protetor de
ombros feito de lâminas de metal.
Hoate: Máscara que variavam muito de modelo,
conforme o período.
Kabuto: Capacete, que também variavam muito de modelo,
conforme o período. Simbolizavam o poder e status do samurai.
O samurai na sociedade japonesa
Os samurais eram treinados militarmente desde a infância, e
formavam uma casta respeitadíssima e hereditária. Moldados no treino e na
educação espartanos, a sua conduta era rígida e baseada num código restrito
chamado Bushido (o caminho do guerreiro), que enfatizava as qualidades de
lealdade, bravura e resistência. Quando derrotados ou desonrados, praticavam o
Seppuku.
A
Sociedade Japonesa, durante o período do xogunato, abaixo dos nobres, dos
senhores feudais e dos grandes líderes militares, dividia-se em 4 classes
principais: samurais, lavradores, artesãos e mercadores. Os samurais, a classe
dos guerreiros, que compreendia cerca de 3 a 8 por cento do total da população,
destacava-se como casta por poder portar armas legalmente, as quais eram
proibidas às outras pessoas; a eles, samurais, aos quais cabia a
responsabilidade de manter a ordem, elas eram permitidas.
Os samurais tinham privilégios, como o
livre direito de acção; diante deles, em certas ocasiões, as pessoas das
classes mais baixas deviam lhes reverenciar, como acto de respeito. Por lei, um
direito chamado kirisute gomen dava a um samurai o poder de eliminar com a sua
espada qualquer um das castas mais baixas que não o respeitasse. Os samurais,
como casta, terminaram com a extinção do feudalismo.
Sem ter a quem servir, entraram na
luta contra o império, numa série de revoltas iniciadas em 1870, que foram
abafadas pelo exército imperial. Os sobreviventes das revoltas, homens com
séculos de orgulho, honra e cultura guerreira, degradaram-se e terminaram os
seus dias como bandoleiros ou mendigos.
Casamento samurai
Geralmente o casamento era arranjado
pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se
descartava a hipótese dos próprios jovens arranjarem os seus próprios
pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, os preliminares
eram confiadas a um (uma) intermediário(a).
Nas famílias dos samurais, a monogamia
tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o
direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia),
pertencente à mesma classe ou de casta inferior.
Mas depois no século XV, esse
costume acabou, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir
herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um
genro. Como norma geral o casamento constituía um assunto estritamente familiar
e realizava-se dentro dos limites de uma mesma classe.
Contudo, os
interesses políticos às vezes rompiam as barreiras dos laços familiares,
transformando o matrimónio em assunto de estado.
Na aristocracia existiu um
famoso ocorrido, o caso da família Fujiwara que no sentido de manter a
hegemonia da família nas altas posições junto à corte: casou suas filhas com
herdeiros do trono e outros membros da família imperial. De modo semelhante, os
chefes de clãs samurais promoviam políticas de alianças por meio de casamento,
dando as suas filhas em matrimónio aos senhores vizinhos ou outras pessoas
influentes.
A
mulher samurai
Na classe samurai,
mesmo não tendo uma autoridade absoluta, a mulher ocupava uma posição
importante na família. Quase sempre dispunha de um controle total das finanças
familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas
(sob orientação do marido).
Com todas essas
responsabilidades, a vida de esposa de um samurai não era nada invejável. Com
muita frequência, o samurai estava ausente prestando serviço militar ao seu
senhor; e em tempo de guerra o samurai às vezes era forçado a defender o seu
lar, pois conforme os reveses da batalha poderiam ser alvo de ataques inimigos.
Nessas ocasiões de perigo para a família, não era difícil a mulher
combater ao lado do seu marido, usando de preferência a 'naginata' (alabarda),
arma que aprendiam a manejar desde cedo.
Mesmo não tendo o refinamento das damas da nobreza, pela qual os
samurais nutriam certo desprezo, a mulher samurai possuía conhecimentos dos
clássicos chineses e sabia compor versos na língua de Yamato, ou seja, no
japonês puro, usando 'kana'.
As crónicas de guerra, como o 'Azuma Kagami', contam-nos que
esposas de samurais lutavam na defesa dos seus lares, empunhando alabarda,
atirando com arco ou até acompanhando seus maridos nos campos de batalha. Essas
mulheres demonstravam muita coragem ao enfrentarem o perigo sem medo.
Sem perder a feminilidade essas esposas, cuidavam da sua
aparência, vestiam-se com esmero; gostavam de manter a pele clara, usando batom
e pintando os dentes de preto (tingir os dentes de preto era um hábito de todas
as mulheres casadas), tiravam a sobrancelha e cuidavam com muito carinho dos
longos cabelos escuros.
Bushido
Bushido, literalmente traduzido como "o caminho do
guerreiro", desenvolveu--se no japão entre as eras heian e tokugawa
(s.ix-xii).
Era um estilo de vida e um código para o samurai, o código
"Bushido" põe ênfase na: lealdade, auto sacrifício, justiça, sentido
de vingança, modos refinados, pureza, modéstia, frugalidade, espírito marcial,
honra e afecto.
O código Bushido
Estes são os sete princípios que regem o código de Bushido, o guia
moral da maioria dos samurais de Rokugan:
“Sejam fiéis a ele e vossa honra crescerá. Rompe-o, e vosso nome
será insultado pelas gerações futuras.”
GI - JUSTIÇA
• Honre os seus acordos com todos.
• Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na tua
própria.
• Para um autêntico samurai não existem as tonalidades cinzas no
que se refere a honra e justiça, só existe o certo e o errado.
"Ninguém perderá no caminho correcto." /Goethe/
YU - CORAGEM
• Eleva-te sobre as pessoas que temem agir. Ocultar-se como uma
tartaruga na sua carapuça não é viver.
• Um samurai deve ter valor heróico, é absolutamente arriscado, é
perigoso, pois só assim estará a viver a vida de forma plena, completa,
maravilhosa. A coragem heróica não é cega, é inteligente e forte.
• Substitua o medo pelo respeito e a precaução.
"É preferível viver um dia como um leão do que 100 anos como
um carneiro." /provérbio/
JIN – COMPAIXÃO/ BENEVOLENCIA
• Mediante o treino intenso o samurai converte-se num indivíduo
rápido e forte. Não é como o resto dos homens, desenvolve um poder que deve ser
usado para o bem de todos.
• Tenha compaixão, ajude os seus companheiros em qualquer
oportunidade. Se a oportunidade não surge, saia do seu caminho para
encontra-la.
"A benevolência encontra-se no caminho dos deveres."
/Mencius/
REI - CORTESIA
• Os samurais não têm motivos para serem cruéis. Não necessitam
demonstrar sua força. Um samurai é cortês inclusive com os seus inimigos, sem
esta mostra directa de respeito não somos melhores que os animais.
• Um samurai é respeitado não somente pela sua força na batalha,
mas também pela sua forma como trata os outros. A autêntica força interior do samurai
torna-se evidente em tempos de apuros.
"Aquele que não respeita a Deus e a si próprio, embora
respire, não vive." /Provérbio Sânscrito/
MEYO – HONRA
• O autêntico samurai só tem um juiz da sua própria honra, e é ele
mesmo. As decisões que toma e como as realiza são um reflexo do que é na
realidade.
• Não pode ocultar-se de si mesmo.
"A honra é a poesia do dever." /Alfred de Vigny/
Makoto
– Sinceridade absoluta
• Quando um samurai diz que fará algo,
é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá na realização do que
disse que fará.
• Não há-de "dar sua
palavra." Não há-de "prometer." O simples facto de falar coloca
em movimento o acto de fazer.
• Falar e fazer são a mesma acção.
"As palavras sinceras não são
elegantes, as palavras elegantes não são sinceras." /Lao c'/
CHUGO - DEVER E LEALDADE
• Para o samurai, ter feito ou dito
"algo", significa que esse "algo" lhe pertence, é
responsável por isso e por todas as consequências que se seguem.
• Um samurai é intensamente leal
àqueles que estão sob o seu cuidado, por aqueles que é responsável permanece
fiel.
• As palavras de um homem são como as
suas impressões; pode segui-las onde quer que ele vá.
• Cuidado com o caminho que segues.
"A lealdade é
necessária no bem-estar, é imprescindível na desgraça." /Séneca/
ALGUNS COMENTÁRIOS DE MIRUMOTO JINTO,
RIKUGUNSHOKAN DO CLÃ DO DRAGÃO, SOBRE O CÓDIGO DE BUSHIDO:
SOBRE O VALOR:
O caminho do valente não segue os
passos da estupidez.
SOBRE A LEALDADE:
Um cachorro sem dono vagabundeia
livremente.
O falcão de um Daimyo (Senhor Feudal)
voa mais alto. Só existe uma lealdade superior à de um samurai para com o seu
Daimyo: a de Daimyo para seus súbitos.
SOBRE O RESPEITO:
Uma alma sem respeito é uma morada em
ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova.
SOBRE A EXCELÊNCIA:
A perfeição é uma montanha impossível
de escalar que deve ser escalada um pouco a cada dia.
SOBRE A VINGANÇA:
A ofensa é como um bom haiku (BREVE
POEMA JAPONÊS DE TRÊS VERSOS): pode ignorar-se, desconhecer-se, perdoar-se ou
apagar, mas nunca pode ser esquecida.
SOBRE A ESPADA:
Minha folha é minha alma. Minha alma
pertence a meu Daimyo. Ultrajar minha folha é afrontar a meu Daimyo.
SOBRE A HONRA:
A morte não é eterna; a desonra sim.
SOBRE A MORTE:
O samurai nasce para morrer. A morte,
não é uma maldição a evitar, senão o fim natural de toda vida.
O credo samurai
Este poema foi o prefácio de uma cópia
do Sun Tzu – A arte da guerra, escrito a 2400 anos atrás. O poema em si é
atribuído a um Samurai desconhecido do século XIV. Acredita-se que esse poema
foi uma tentativa de se escrever o que não era escrito, apenas passado
verbalmente de mestre para aprendiz, de senhor para servo, e de pai para filho
sobre o Bushido. A parte em negrito é o poema em si, tal como foi traduzido do
texto original.
Eu não tenho Pais; Eu faço do Céu e da
Terra meus Pais
Não significa descartar as figuras
paternas, mas ver a si mesmo como um filho do Universo. Um ser feito da mesma
matéria e energia que todas as coisas.
Eu não tenho Poderes Divinos; Eu faço
da minha Honestidade meu Poder Divino.
O poder da verdade e da honestidade
com o mundo e todos seus representantes, sem devaneios, apenas a realidade na
mente, equivale à graça divina.
Eu não tenho Lar; Eu
faço de Tan T’ien meu Lar.
O Tan T’ien é o nome dado ao nosso Eu
interior… lá, e somente lá o Samurai está em casa. Lar não é um lugar, lugares
mudam, são vulneráveis, o Lar da própria mente no entanto é eterno.
Eu não tenho Meios; Eu faço da
Docilidade meus Meios.
Humildade e aceitar o que o destino te
determinou. O Bushido é mais importante do que riqueza e notoriedade, o Samurai
leva a sua vida de acordo com ele, sem desperdiçar tempo à caça de fama e
fortuna. Obediência e lealdade ao Daimiyo é o único meio de que o Samurai
precisa.
Sua docilidade lhe proverá de tudo.
Eu não tenho Poderes Mágicos; Eu faço
da minha Personalidade meus Poderes Mágicos.
Auto explicativo. A sua personalidade
é o seu poder, é a única mágica que você realmente possui, e tudo o que você
realmente precisa.
Eu não tenho Vida nem Morte; Eu faço
de A Um minha Vida e Morte.
A Um é o nome dado à alma imortal,
eterna. É o estado do espirito entre uma encarnação e a próxima. Tsunetomo
Yamamoto diz em seu livro (um dos mais compreensivos sobre o Bushido), O
Hagakure : “…O Caminho do Samurai, se encontra na morte…” Toda a vida do
Samurai é uma preparação para uma morte digna.
A visão da vida como
um estado transitório, apenas mais um ciclo de sua existência, assim como a
morte.
Eu não tenho Corpo; Eu faço do
Estoicismo meu Corpo.
Para um guerreiro, ser estóico perante
a batalha é a maior virtude. Para o Samurai, nós não somos carne. Somos
espírito, somos atitude. Não é o quanto nós vivemos, mas como nós vivemos o que
realmente importa. O Grande Samurai Miyamoto Musashi costumava dizer: “A vida
de alguém é limitada, honra e respeito são eternos.”
Eu não tenho Olhos; Eu faço do Raio do
Relâmpago os meus Olhos.
Nossos olhos são ferramentas
fantásticas, mas mesmo quando perfeitos, podem nos pregar peças. Mágicos
ilusionistas, Cinema e a TV são provas disso. O Samurai treina para atingir um
estado mental chamado de Mushin, com a mente calma e vazia, e como os olhos
observando o mundo como através de uma lente grande angular, que como o
relâmpago, vê o todo num instante. Ter confiança na conexão do A Um com o
Universo, e sua intuição.
Eu não tenho Ouvidos; Eu faço da minha
Sensibilidade meus Ouvidos.
Não crer no que você ouve só por que
está ouvindo aquilo. Analise com sensibilidade, razão e lógica. Palavras não
querem dizer nada até serem processadas com inteligência.
Eu não tenho Membros; Eu faço da minha
Prontidão meus Membros.
Ninguém precisa pensar para andar, os
movimentos simplesmente acontecem. O Samurai não precisa pensar no que fazer
para se defender, apenas que estar em prontidão para saber a hora de se
defender, os movimentos, vem naturalmente, como andar.
Eu não tenho Leis; Eu faço da
Protecção Pessoal minha Lei.
Apesar do conceito de vida do Samurai
ser bem mais amplo, este cultiva grande apreço pela própria integridade, pela
aptidão a estar pronto para lutar. O ritual diário do Samurai, é
intrinsecamente ligado ao seu relacionamento com a espada, envolve várias
minúcias que incluem o jeito certo de andar, sentar-se, fazer reverência, e até
descansar sempre sem perder de vista a forma mais eficiente de desembainhar a
espada e entrar em combate em caso de perigo.
O Samurai vai sim defender seu
senhor com a vida, mas sem se descuidar da própria.
Eu não tenho Estratégia; Eu faço do
“Direito de Matar e Restaurar Vida” minha Estratégia.
Herança do Xintoísmo, e seu preceito
de que “A espada que derrota o mal, restaura a vida”. Hoje pode ser
interpretado de forma mais leve, aquele que combate a injustiça de uma forma
geral, restaura a vida. Mas a frase se refere ao Japão feudal, quando ainda não
existia um estado unificado e as leis e a ordem eram impostas sob o fio da
espada. Então, quando um facínora era morto, sua morte beneficiava a vida de
todos os demais, pois estes não mais seriam importunados por ele, tornando a
existência deles melhor, de certa forma restaurando-lhes a vida.
Eu não tenho Planos; Eu faço da
“Captura das Oportunidades pelos Colarinhos” meus Planos.
Mais uma vez um
indicativo de como viver um momento por vez é importante para o Samurai. O
Bushi vivia em uma época de poucas constantes, basta nos lembrar que a
localização e geografia do Japão, com seus tufões, terremotos e clima rigoroso,
fazem dele até hoje um ambiente inóspito. Some-se a isso guerras entre clãs e
duelos pessoais, e vai ter ideia do porque o Samurai valorizava tanto cada
momento.
O Samurai vive cada
momento como se fosse o ultimo daquela existência. Apesar de ver a vida de uma
forma mais ampla, cada ciclo de existência gera um karma, levar bom karma para
a próxima vida (através de uma morte digna) é seu unico propósito.
Eu não tenho
Milagres; Eu faço das Leis Justas meu Milagre.
As leis justas são as
leis da natureza, que é o maior milagre de todos.
Eu não tenho
Princípios; Eu faço da Adaptabilidade a todas as circunstâncias meu Princípio.
Uma das lendas
nipônicas sobre a origem do Jiu-Jutsu, chamada “A cerejeira e o Salgueiro“, conta
a história de um médico e filósofo chamado Shirobey Akiyama. Precursor da
medicina psicossomática ele também deu origem à uma das maiores heranças do
Japão observando o comportamento dos galhos de cerejeira e do salgueiro sob a
neve.
Os galhos da cerejeira permaneciam firmes enquanto a neve se acumulava,
até o ponto em que não suportavam mais o peso e se quebravam. Os galhos do
salgueiro por sua vez, iam sedendo até o ponto que a neve caía de cima deles e
estes voltavam à posição inicial. Em resumo, devemos ser resilientes para não
quebrar.
Eu não tenho Táticas;
Eu faço do Vazio e do Pleno as minhas Táticas.
O caminho do vazio é o caminho do início, onde todas as coisas são
novas, onde cada novo passo é um estado de graça. Ser pleno, é perceber o mundo
com a admiração que tinhamos quando crianças, quando tudo era novo e
impressionante. Nós planejamos muito. Vivemos tão longe no futuro, que às vezes
nos esquecemos do aqui e agora, onde as nossas vidas estão acontecendo.
Eu não tenho Talento; Eu faço da minha Perspicácia meu Talento.
Não precisamos de talento, tudo o que precisamos é de uma mente
apta a ver e entender, e podemos saber tudo, e ser tudo pois aprenderemos
conforme seguimos adiante.
Eu não tenho Amigos; Eu faço da minha Mente minha Amiga.
Nós vivemos muito dependentes de outras pessoas, para companhia,
para o amor, para a felicidade. Se queremos ser felizes, devemos ser felizes
com a pessoa com a qual nós já nascemos, nós mesmos.
Eu não tenho Inimigos; Eu faço da Inadvertência meu Inimigo.
As palavras impensadas, a coisa errada feita às pressas. Estes são
os inimigos. Coisas feitas sem cautela são nossa unica ruína.
Eu não tenho Armadura; Eu faço da minha Benevolência minha
Armadura.
Não precisa de armadura aquele que não corre perigo. Não corre perigo
aquele que não oferece perigo e é benevolente.
Isso significa que nunca teremos problemas? Claro que não, apenas
que não vamos procura-lo. A armadura te dá uma falsa sensação de segurança.
Ausência de culpa e sabedoria são nossas unicas reais defesas.
Sem culpa, sem punição, e sábio não se colocar no caminho de
problemas ou perigo.
Eu não tenho Castelo; Eu faço da Mente Impassível meu Castelo.
Castelos são grandes pedras empilhadas como um jogo de blocos para
crianças, apenas maiores… Castelos com suas torres e cidadelas eram visões
dissuasivas, mas não impenetraveis, e isso já a vários séculos atrás. Com o
advento dos novos meios de guerra (Bunker-busters, armas termobáricas, laser de
estado sólido aerotransportado, etc…) a mais incrível fortificação pode ser
feita em migalhas em um piscar de olhos… Nosso único e sacrossanto refúgio é
nossa mente, onde podemos realmente ser intocáveis.
Eu não tenho Espada; Eu faço de Mushin minha Espada.
Mushin é o estado mental do vazio, da perfeição do zero. Um estado
mental de puro potencial, sem a busca pelas ações e portanto pronto para
qualquer coisa.
Se entrar em confronto, seu rival é todo o adversário de que você
precisa, deixe de lado o embate consigo mesmo, seus conceitos e preconceitos
não tem valia, são uma carga dispensável neste momento.
Em mushin estamos a encargo do incrivel potencial latente do nosso subconsciente.
ORIGEM E INFLUÊNCIAS DO BUSHIDO
O Bushido procede do Budismo Zen, Confucionismo, e Xintoísmo. A
combinação destas 3 escolas de pensamento e religiões tem formado o código dos
guerreiros conhecido como o Bushido.
O Bushido toma a relação com o perigo e a morte. O samurai não
teme a morte, já que acreditam, tal como ensinam o Budismo, que depois da morte
se reencarnarão e voltarão a viver outra vida na terra. Os samurais são
guerreiros desde o instante em que se transformam em samurais até o momento de
sua morte, eles não tem medo do perigo.
Através do zen, uma escola de budismo, pode alcançar-se o
definitivo "absoluto".
A meditação ZEN ensina como concentrar-se e alcançar um nível de
pensamento que não pode ser explicado com palavras. O Zen ensina como
"conhecer-se a si próprio" em não limitar-se. O samurai utiliza isto
como uma ferramenta para desembaraçar-se do medo, a insegurança e finalmente os
erros. Estas coisas poderiam mata-lo.
O xintoísmo, outra doutrina japonesa, da ao Bushido sua lealdade e
patriotismo. O Xintoísmo inclui a veneração aos ancestrais, o qual faz da
Família imperial a fonte da nação. Isto dá ao Imperador uma reverência quase divina.
É a representação do Céu na Terra. Com semelhante lealdade, o samurai
compromete-se com o Imperador e com o seu Daimyo, (o senhor feudal, samurai
hierárquico).
O Xintoísmo também proporciona a coluna vertebral do patriotismo
para o Japão. Eles acreditam que a terra não satisfaz as suas necessidades,
"é a residência sagrada dos deuses, os espíritos de seus
ancestrais..."
A terra é cuidada, protegida e alimentada por um intenso
patriotismo.
O confucionismo proporciona as suas crenças nas relações com o
mundo humano, o que o rodeia e a sua família. O Confucionismo da importância as
5 relações morais entre:
• MESTRE E SERVO, • PAI E FILHO,
• MARIDO E ESPOSA,
• IRMÃOS MAIORES E MENORES,
• AMIGO E AMIGO.
Isto é o que segue o Samurai. No entanto o Samurai não está de
acordo com muitos dos escritos de Confúcio. Eles acreditam que o homem não deve
sentar-se e passar todo o dia a ler livros, nem deveria estar a escrever
poesias o dia todo, um intelectual especialista era considerado como uma
máquina. Em vez disso o Bushido acredita que o homem e o universo foram feitos
para ser semelhantes tanto em espírito como na ética.
Juntamente com estas virtudes, o Bushido também segue com sumo
respeito a Justiça, Benevolência, Amor, Sinceridade, Honestidade, e
auto-controle. A Justiça é um dos principais factores no código do Samurai.
Caminhos tortos e acções injustas são consideradas atitudes degradantes e
inumanas. Amor e Benevolência eram virtudes supremas e actos dignos de um
príncipe. Os Samurais seguiam um cerimonial específico cada dia da sua vida,
assim como na guerra.
A Sinceridade e Honestidade eram tão valorizadas como suas
próprias vidas. BUSHI NO ICHI-GON ou "A PALAVRA DE UM SAMURAI"
transcende um pacto de confiança e completa fé. Com ditos pactos não havia
necessidade de escreve-lo.
O Samurai também necessitava um completo auto-controle e doutrina
para ser totalmente honroso. Não mostrava sinais de dor ou alegria. Suporta
tudo interiormente, nada de gemidos e choros. Mostrava sempre um comportamento
calmo e uma compostura mental que faziam com que nenhuma paixão de qualquer
tipo deveria interpor-se. Ele era um verdadeiro e completo guerreiro.
Os factores que fizeram o Bushido são poucos e simples. Além de
simples, o Bushido criou um modo de vida para manter a uma nação através dos
seus tempos mais problemáticos, através de guerras civis, desespero e de
incertezas.
O samurai e o uso do Bushido
No Japão a classe guerreira era conhecida como os Samurais, também
chamada Bushi. Formaram uma classe durante os séculos IX e XII. Emergiram das
províncias de Japão para transformar-se na classe governante, até o seu
declínio e total abolição em 1876, durante a era Meiji.
Os samurais eram lutadores, especialistas nas artes marciais.
Tinham uma notável habilidade com o arco e espada. Também eram grandes
cavaleiros Eram homens que viviam segundo o Bushido; era o seu modo de vida. A
lealdade total do samurai era para o seu Imperador e para o seu Daimyo. Eram
honestos e de total confiança.
Viviam vidas moderadas, sem interesses na
riqueza e coisas materiais, mas com grande interesse no orgulho e honra. Eram
homens de valor verdadeiro. Os Samurais não temiam a morte, morrer na guerra
reportaria honra para a sua família e para o seu senhor.
Os samurais preferiam lutar sós, um contra outro.
Em batalha um
Samurai "INVOCARIA" o nome da sua família, hierarquia e façanhas.
Então procurava um oponente de similar hierarquia e lutariam. Quando um Samurai
acaba com o seu oponente decapitava-o, para assim depois da batalha retornar
com as cabeças dos oponentes vencidos, que creditam desta forma a sua vitória.
As cabeças dos generais e aqueles com alto grau hierárquico eram transportadas
de volta a capital e mostradas nas celebrações e similares.
A única saída para um samurai derrotado era a morte ou o suicídio
ritual: seppuku.
Outro samurai, usualmente um amigo ou parente, corta-lhe a cabeça.
Um Samurai preferiria matar-se a si mesmo antes que atrair a desonra e a
desgraça ao nome da sua família e a do seu Senhor. Isto era considerado um acto
de verdadeira honra.
Yukio Mishima cometeu seppuku (hara-kiri) após uma tentativa
falhada de golpe de estado com Katana e traje samurai contra o governo, por
considerar que este estava a humilhar a nação perante a submissão aos
americanos e por pretender uma definição mais tradicional de estado-nação.
"If we value so highly the dignity of life, how can we not also value the
dignity of death? No death may be called futile."
Talvez o que mais fascine os ocidentais no estudo desses lendários
guerreiros é a determinação que eles tinham em frequentemente escolher a
própria morte ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por
outra falha, a honra exigia o seppuku. Todavia, a morte não podia ser rápido ou
indolor.
Em 1868, com a Restauração Meiji, a classe samurai foi abolida e
estabeleceu-se um exército nacional ao estilo ocidental.
Mesmo com essas
reformas, o samurai não deixou morrer a sua tradição. As artes com a espada
criadas na época feudal foram cultivadas e passadas de geração em geração até
os dias atuais. E o Bushido sobreviveu em sua forma mais pura
dentro dos dojos de Kobudo. Atualmente as artes dos antigos samurais são
praticadas com o objetivo de ajudar as pessoas a superar obstáculos no seu
dia-a-dia e adquirir tranqüilidade, controle, disciplina e auto-confiança.
Os Samurais
Modernos são, portanto, pessoas que aplicam a filosofia do Bushido nos dias
de hoje e praticam as artes da espada, mantendo viva uma tradição de 800 anos.
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